Por Joceline Abe Lopes – Diretora de Gente na Numen
Em 2025, o time de R&S da Numen viveu um paradoxo comum às empresas que crescem rápido: ao mesmo tempo em que o volume de demandas explodia, o mercado se tornava cada vez mais restrito. No universo SAP — já nichado por natureza — encontrar talentos qualificados passou a exigir não apenas mais esforço, mas novas formas de pensar o recrutamento.
Esperar o “momento ideal” não era uma opção. O contexto pedia velocidade, escala e decisões rápidas. Foi nesse cenário que o R&S decidiu fazer o que se espera de uma empresa de tecnologia: experimentar.
A jornada começou dentro de casa, com uma solução desenvolvida internamente para automatizar a classificação de currículos com IA, reduzindo o trabalho operacional do time e das lideranças da Numen. O que antes consumia horas passou a ser resolvido em minutos — liberando tempo para o que realmente importa: análise, decisão e relacionamento.
A partir daí, ampliamos o olhar para o mercado. Testamos, contratamos e experimentamos soluções externas de IA aplicadas ao recrutamento. Algumas apostas cumpriram seu papel como aprendizado, outras mostraram rapidamente seus limites. E tudo bem. Experimentar também é saber encerrar.
A solução A representou esse momento de exploração: um piloto real, com integração, carga de base e uso prático. O resultado não foi a escala esperada, mas deixou aprendizados claros sobre o tipo de solução que faria sentido para o nosso modelo. Aprendizados que direcionaram decisões mais assertivas na sequência.
Foi assim que chegamos à Solução B. Uma solução simples, prática e integrada ao fluxo do time, que rapidamente passou da experimentação ao impacto real. Em poucos meses, mais de 500 entrevistas foram realizadas com apoio de IA, otimizando centenas de horas operacionais e sustentando picos de demanda sem comprometer qualidade ou experiência do candidato.
Mais do que números, essa jornada consolidou algo maior: uma cultura de ousadia responsável. Em meio ao “caos” de um mercado aquecido, o R&S da Numen escolheu não esperar o cenário perfeito. Escolheu testar, aprender rápido, ajustar rota e escalar o que funcionava.
Dentro de uma empresa de tecnologia, a área de Gente também bebe dessa fonte. Menos preciosismo, mais coragem. Menos promessa, mais prática. Porque, muitas vezes, esperar o timing ideal é perder a oportunidade de construir o futuro enquanto ele acontece.
Joceline Abe é Diretora de Gente na Numen, coordenando as estratégias de Recrutamento & Seleção, Business Partner, Desenvolvimento Humano e Organizacional, entre outras frentes.